Movimento Negro Unificado40 anos de luta por justiça para o povo negro!

8 de Abril de 2019

Vivemos, além do apartheid, uma guerra racial antinegros neste pais”. 80 tiros em pessoas desarmadas é massacre. Lutaremos contra esta política de Estado e das elites, de extermínio do povo negro.

BASTA ! NOTA DE REPÚDIO – MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO


M A S S A C R E! COM 80  TIROS O EXÉRCITO FUZILOU UMA FAMÍLIA NEGRA  E MATOU EVALDO DOS SANTOS ROSA

“Basta! Mais um crime bárbaro neste domingo, dia 7 de abril de 2019, o Exército Brasileiro disparou 80 tiros contra um carro em que estavam negros inocentes, desmantelando uma família e demonstrando, mais uma vez, que o alvo do racismo institucional é o povo negro!”

O Exército Brasileiro assassinou o pai de família, Evaldo dos Santos Rosa, 51 anos, em Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro.  A viúva, Luciana Nogueira, conta que seu filho, de 7 anos, está em estado de choque e seu sogro, que também foi atingido pelos tiros, está hospitalizado. Luciana disse que os militares debocharam e não prestaram ajuda.

Em 1978, há 40 anos, durante a ditadura militar, na sua fundação, o Movimento Negro Unificado (MNU) denunciou um caso de violência policial, resultado de torturas e péssimas condições carcerárias que resultou na morte de Robinson Silveira da Luz, nas dependências do 44º Distrito de Guaianazes, em São Paulo.

Nas Escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, um ato público mobilizou centenas de manifestantes, e também foi denunciado o caso grave de discriminação racial sofrido por quatro garotos do time juvenil de voleibol do Clube de Regatas do Tietê.

Após quatro décadas, continuamos convivendo com a banalização do assassinato de pessoas negras. A cada 26 minutos, sem qualquer comoção nacional, um jovem negro é assassinado no Brasil.   E a sociedade brasileira? Como reage diante do genocídio da população negra? São 115 milhões de habitantes, a maioria da população brasileira, no segundo país mais negro do mundo depois da Nigéria!

“Vivemos, além do apartheid, uma guerra racial antinegros neste pais”. 80 tiros em pessoas desarmadas é massacre. Lutaremos contra esta política de Estado e das elites, de extermínio do povo negro. O escravismo serviu para explorar a mão de obra africana que construiu a ferro e fogo este país. À custa do sangue derramado das populações negra e indígena, o poder econômico, político, social e institucional, concentrado nas mãos de uma elite branca, demonstra sua violência e truculência.

Neste momento, a situação agrava-se. O governo do presidente Jair Bolsonaro investe na segregação pelo extermínio da sua própria população, liberando o porte de armas como solução para a segurança pública.

Quem terá o porte?   Quem serão as vítimas?

Reivindicamos a apuração ampla e imediata do fuzilamento de Evaldo Rosa pelos órgãos competentes da justiça comum e organizações em defesa do Estado Democrático de Direito. Vamos fortalecer as manifestações públicas e denunciar internacionalmente os crimes de racismo no Brasil.

 

O MNU na luta contra o racismo. Exigimos justiça!

Reaja à Violência Racial 

Contra o Genocídio da População Negra

 

Brasil, 8 de abril de 2019.

 

 

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